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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Aprendi

Depois de um certo tempo a gente aprende que pra cada ponto final, alguém coloca uma reticência. Aprendi que ser reticente, às vezes é bom. Aprendi que nem tudo que é bom é fácil de concretizar.

Aprendi que amor só se dá. Se você espera algo em troca, deixou de ser amor. E não é de amor romântico que eu falo, não. Isso vale pra toda e qualquer forma de amor.

Aprendi que ser bom não é ser “bonzinho”. Ser “bonzinho” é bestilizar as pessoas a sua volta. Pensa nisso.

Aprendi que não importa o esforço, se tiver que dar errado, vai dar errado. O mesmo funciona pro que deve dar certo.

Mas aprendi também que nem por isso, se poupa esforço. É dele que surgem as oportunidades. As oportunidades que a gente aproveita, ou deixa passar.

Aprendi que quando não é mais possível suportar a realidade, a gente pode criar uma só pra si. Por pouco tempo, mas que faz um bemmmm... Isso faz.

Aprendi que confiança demais nos deixa cego. Desconfiança demais também.

Aprendi que até pra brincar, a gente tem que ser muito adulto. E aprendi que ser adulto é coisa pra poucos.

Aprendi que a gente se constrói a cada dia. A cada minuto. É ingenuidade pensar que já estamos “prontos”.

Aprendi que alguns dos quebra-cabeças da vida nunca serão montados. Certas coisas só são perfeitas, pelo simples fato de serem inacabadas.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Resolução

Vai chegando o final do ano, e com ele toda aquela pressão do "será que consegui realizar tudo que eu pretendia?". Aquelas famosas resoluções que a gente costuma fazer quando vira o ano - e que quase nunca conseguimos cumpri-las.
Eu mesma já fiz um monte de listas. E muitas vezes listas enooormees, que até o meio do ano jogava fora porque aquilo tudo que eu me comprometia a fazer era impossível de realizar em apenas um ano.

Ano passado fiz uma lista de objetivos para 2010 até bem sucinta perto do que eu costumava fazer. Queria arrumar um bom (e estável) emprego, começar uma terapia, parar de tomar rivotril, sair da casa da minha mãe (isso quando eu pensava que conseguiria o tal emprego), me apaixonar pelo menos uma vez, e tomar menos porres - no máximo um por ano! E claro que o porre do reveillón não conta.
Resultado: Arrumei 3 empregos "não-estáveis"; comecei a terapia; parei com o rivotril (muito por conta dos itens anteriores) e só utilizo em caso de emergência máxima; a saída de casa já está sendo planejada; me apaixonei uma vez (e me dei mal); e tomei uns 5 ou 6 porres esse ano (talvez por conta do item anterior não ter dado muito certo).
Ou seja, eu tentei. Fui atrás dos meus objetivos, e até fui bem-sucedida em partes.
Afinal, a vida por si só traz muitas surpresas a cada dia, e aí fica difícil controlar tantas variáveis numa só equação. O resultado dos nossos esforços se dá nas oportunidades que aparecem pra gente. E cabe a nós aceitar ou recusar tais oporunidades.
A vida é feita dia após dia, minuto após minuto. Um planejamento geral é até recomendável, mas não se prevê com precisão um pneu furado, trânsito, temporal, elevador quebrado, febre, o cano que estourou na parede da sala ou aquele fora do seu namorado de anos.
Dado este quadro, já fiz minha lista de resoluções pra 2011. E nela só consta um item: Não fazer resolução nenhuma.