quinta-feira, 10 de março de 2011
Carnaval
Gente feliz, gente desesperada por um copo de cerveja, gente suada, gente mostrando uma critividade ímpar nas suas elaboradas fantasias, garotos travestidos de mulher por pura diversão, e outros por razões que ainda desconhecem. Presenciei a euforia, a alegria desenfreada de uns, e o descontentamento de outros porque a garrafa de vodka estava vazia ou porque o amigo parou no meio do caminho pra vomitar. Por vezes, me senti câmera de cabine de banheiro de tanta bunda e pinto de fora fazendo xixi por aí. Vi meninas lindas acompanhadas de meninos feios, vi garotos lindos arrumando confusão por bobagem, assisti cenas dignas de pornochanchada dos anos 80, e também vi casais fofos dando beijos apaixonados.
Mesmo com todo esse espetáculo, minha fantasia nesse carnaval não foi de super-heroína, gatinha, enfermeira ou marinheira, e sim de espectadora.
E depois de acabar tudo em cinzas, volto à vida, mas não como fênix. Volto à vida com a fantasia mais interessante e peculiar que poderia me servir: Eu mesma.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
O Siso
Há uns dias eu vinha com uma dor de cabeça estranha. Nada muito forte e longe de ser insuportável, mas uma dor contínua. Pensei estar ficando gripada, ou que fosse um simples cansaço dado às “estripulias” feitas no fim de semana do reveillon, ainda que tivesse noção de que nem foram taaantas “estripulias” assim.
Pois é. Há anos, ou melhor, desde que deixei de passar um reveillon com a família, não me recordo de uma virada de ano tão light como esta. Mas sem dúvida, não menos divertida. Visto que passei 10 horas em uma festa na qual bebidas alcoólicas andavam sozinhas até seu copo, o som era non stop, e as companhias eram as mais divertidas possíveis, entrei meu novo ano de forma memorável. Sem porres, sem precisar segurar o cabelo de ninguém pra vomitar (nem que precisassem segurar o meu), sem perder a noção e entrar naquele clima de “o mundo vai acabar hoje, então vou fazer tudo que quiser, e fod*-se se der merd*” que costuma ser muito comum no dia 31 de dezembro.
Meu dia seguinte foi (quase) sem ressaca, com apenas um cansaço físico pelos dias seguidos de trabalho e mais as 10 horas de festa. Dormi umas 9 horas no total. Fiquei tão descansada, que não demora muito e fui de novo comemorar! Não sei nem bem o que, mas o fato é que sábado por si só é motivo de celebração, então lá fui eu de novo. Bebida sim, música sim, amigos sim, dançando atééé de manhã, sim! Mas novamente, meu dia seguinte era exatamente como dizia Lionel Richie: easy like a sunday morning.
O domingo foi tão tranqüilo, que nem me importei que a vizinha estivesse assistindo Faustão e Fantástico nas alturas (acho que ela tem problema de audição) enquanto eu tentava assistir meus seriados no quarto. Resolvi o problema: fechei a janela e liguei o ar. Era hora de ficar um pouco comigo e descansar, afinal a primeira segunda-feira do ano se aproximava.
E lá veio essa dorzinha de cabeça incomodar novamente. E foi assim durante a semana. Até que ainda há pouco, fui escovar os dentes, e minha escova bateu em alguma coisa que não era usual. Meti o dedão lá no fundo da boca pra averiguar que troço era aquele. E surpresa: meu primeiro siso nascendo. Com o perdão do trocadilho, terei eu começado a me tornar uma pessoa de siso (rs)? Talvez.
O fato é que a extração do dente será mesmo necessária, mas o juízo permanece. Por enquanto.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Não muito iguais, mas nem tão diferentes
É, isso acontece. Nós mulheres temos o costume de pensar que se o cara pegou seu telefone, é porque ele quer te chamar pra sair, ou porque vocês ficaram na noitada umas duas vezes, que o menino “obviamente” vai estar afim de você. Engano nosso. O cara (vamos chamá-lo assim já que não vamos dar nome aos bois) pode pegar seu telefone e simplesmente não te ligar. Ele pode te encontrar uma terceira vez na noitada, e resolver dessa vez não passar aquela cantadinha péssima, mas que ele sabe que vai funcionar com você. Não porque ele não esteja “afim”, mas porque ele achou que não bateu, ou porque ele está mesmo é afim da melhor amiga que nunca nem olhou pra ele dessa forma. Ou simplesmente, ele não está afim. E não é porque você seja boba, feia e chata. Mas porque ele tem direito.
Oras, nós mulheres temos um rótulo de complicadas – que na maioria das vezes eu discordo, porque acho que o ser humano de forma geral é complicado e ponto. Mas já que é pra sermos complicados, vamos começar a descomplicar então. Quantas vezes você saiu com um cara lindo, sarado, com um sorriso perfeito, mas o beijoooo... Não batia de jeito nenhum. Tomou nojinho, implicou e nunca quis dar uma segunda chance pro indivíduo. Ou então, se você for das minhas, saiu com um cara, um tipo meio esquisitão, com um papo legal, o beijo era ok, mas quando ele te mandou um torpedo... “Adorei te conhecer. Agente derrepente podia sair pra jantar hoje. O q vc acha?”. Bom, eu acho que morri e o português foi brutalmente assassinado. Ou seja, fora da lista. Próximo!
E na noitada? Ahhh, a noitada... Ela é ótima, se você estiver ciente de que ali é lugar de despretensão, diversão, momento... Mas até aí, a gente não tem controle sobre quando o coração bate mais forte e dá aquele friozinho na barriga quando você dá um beijo (perfeito por sinal!), e troca altas idéias com aquele cara que pode ser um frei ou, o mais provável, um cafajeste/safado. Alguns drinks depois, vocês se agarrando e aos beijos a noite inteira, conversando, rindo, se divertindo, ele faz questão de te apresentar pra todos os amigos, pegar seu telefone, te deixar em casa... Você, impensada e ingenuamente, o remove da lista dos cafajestes/safados. Vocês continuam se esbarrando nas noitadas e tudo continua como na primeira vez (com exceção da parte que ele te leva direto pra casa). E como as noitadas sempre se repetem, não rola nem de você perceber que o cara nunca te ligou, nunca te chamou pra sair. Mas, uma mulher apaixonada não percebe essas coisas. Pra ela está tudo certo até aí. Vocês já conversam bastante depois que saem da festa, se curtem e tal... Qual seria o problema?
Bom... Geralmente, nesse tipo específico de situação a mulher se envolve sozinha, não percebe que aquelas ficadas eram coisa de momento, e que viravam abóbora assim que amanhecia. Um dia, ou melhor, numa próxima noitada, o cara já não vai mais mandar aquele “papo” que vocês já sabiam o que significava, já não vem com um abraço e um beijo na boca, mas sim com os “dois beijinhos na bochecha”, e só aí você se toca. Ele simplesmente não está tão afim de você.
Um banho de água fria? Sim. Mas quantos baldes d’água gelados você também já não jogou por aí?
A diferença está na forma de lidar com o “fora”. Mulheres já acham que é porque estão gordas (ou magras) demais, que não são interessantes ou inteligentes o suficiente, e duvidam até se são boas de cama ou não(!). Mas isso é uma confissão velada. Pros outros elas adoram dizer “ah, pior pra ele que me perdeu”. E sei que não posso falar pelo sexo oposto, mas acredito que os homens não se importem tanto. Talvez pensem nisso tudo também. Mas por 5 minutos. Logo depois, quando o chamarem no rádio pra jogar a pelada da terça-feira com a galera, ele esquece facilmente e já começa a olhar pra próxima oportunidade.
sábado, 14 de agosto de 2010
Eu quero
Eu quero não ficar doente nunca.
Eu quero que todo mundo que eu amo, me ame também.
Eu quero ir pro trabalho sorrindo e voltar gargalhando.
Eu quero acordar às 6hrs da manhã assoviando por bons motivos.
Eu quero dormir até 3hrs da tarde sem culpa.
Eu quero não obedecer minha cabeça, e fazer somente o que o corpo deseja.
Eu quero fazer tudo aquilo que eu não deveria.
Eu quero gritar com todo mundo quando eu tiver com tpm e depois quero ser compreendida.
Eu quero comer sorvete, chocolate, pipoca e não engordar.
Eu quero nunca ter ressaca, independente da minha “mistura” na noite anterior.
Eu quero somente beijos apaixonados.
Eu quero que as pessoas que eu amo nunca vão embora.
Eu quero aprender a perdoar até mesmo o “imperdoável”.
Eu quero boas escolhas, e que as boas escolhas me queiram também.
Eu quero muitas coisas que podem parecer impossíveis. Mas elas só parecem.